Olá, caros colegas que acompanham este blog e tem alguma afinidade com o nosso hobby de Jogar RPG…
Finalmente os jogadores de nossa mesa on-line chegarão esta noite na Agrestia das Fadas. E o que os espera lá? Quais os desafios, novidades e aventuras eles viverão? Para os que desejem descobrir, estejam convidados a participar de nossa mesa de RPG on-line como observadores… o jogo acontecerá das 20h às 22h (horário de Manaus… para o horário de Brasília será 22h às 0h).
Para os que não conhecem a campanha de RPG que estamos jogando, começarei a contá-la a partir de hoje, do meu ponto de vista, pois a cada Sessão, mantenho um diário pessoal do jogo. Algumas falas de personagens foram acrescentadas por mim, de modo a tornar o texto mais interessante, mas no mais, os créditos da história são todos dos jogadores: Fagner, Renan, Bruno e Vitor (até agora!!). Também estou transformando a história em quadrinhos, pois acredito que é uma forma de apresentar aos jogadores um prémio após o jogo… a história contada por nós se materializando!
Um grande abraço a todos… tentaremos manter as atualizações mais freqüentes daqui por diante (semanais ou até diárias!)
A História:
Capítulo I - Intro
Todos os habitantes do pacato reino Bianchi são requisitados para uma grande celebração em comemoração à fartura que o reino tem passado nos últimos anos. O Rei Bahtor queria compartilhar com todos sua alegria, através desta festa.
Entre os participantes do evento estava um guerreiro chamado Almur Halib. Natural de um continente distante (provavelmente Milliot), era um pirata mercante e tinha desembarcado em Bianchi em busca de novos contatos e chegar a viver uma grande aventura. Resolvera ir aquela festa com interesse em conhecer pessoalmente o rei e, talvez, lucrar. Em um outro canto do salão encontrava-se Solvelion Amakir, um Ranger do reino humano de Esperança., estando em uma visita esporádica no reino de Bianchi e com interesse na festa em encontrar mulheres.
À noite, na hora da celebração, o rei abre a festa com uma pequena “Boas vindas” aos seus convidados. Ele ressalta que fará um discurso mais caloroso no decorrer da festa:
Bahtor: Boa noite, meu querido povo do Reino Bianchi... Desejo uma ótima festa à todos! Aproveitem da comida e da bebida, que mais tarde farei um pronunciamento mais adequado!!!
A população ovaciona o seu rei e avança sobre a mesa central, que já estava adornada com muitas comidas e bebidas, muitas delas que raramente era comida por aquela população. Apesar da grande quantidade de convidados, não faltou alimento para ninguém.
Halib, cuja religião proibia o consumo de bebidas alcoólicas, deteve-se a observar os outros, aguardando um momento adequado para conversar com o rei. Em compensação, Solvelion se esbanja com o manjar, comendo tudo que podia enfiar na boca.
Ao se passar algumas horas, o rei ergue-se de seu trono e vai até uma bancada, onde pigarreia para chamar atenção de todos e inicia seu discurso. Entre as muitas coisas que falou, agradeceu aos deuses pela boa safra do ano, citou a grande quantidade de alimentos estocados nos armazéns e a boa perspectiva para o ano vindouro. Em alguns momentos, o rei lembra de alguns poucos problemas nas fronteiras, batalhas contra hordas de ors e gigantes, além de alguns possíveis problemas internos que ele havia enfrentado. Mas sua fé permanecia inabalada de que tudo daria certo!
O rei, ao finalizar seu discurso, chama um dos lacaios e pede uma taça de vinho. Em seguida, pede que todos o acompanhem em um brinde, inclusive os servos. Aqueles que bebem do vinho, após alguns segundos, caem adormecidos. Os únicos que não bebem do vinho entre os servos do rei são quatro soldados que faziam a segurança.
Almur Halib, que não estava ingerindo bebidas logo percebe que as pessoas que estavam tomando do brinde caiam desacordadas. Solvelion, que deu uma golada no vinho sem dó passa a sentir uma vertigem, caindo sobre os joelhos e sentindo sua vista pesada. No entanto, em seu árduo treinamento para se tornar um Ranger, aprendeu a suportar muitos tipos de peçonhas e poções que afetassem sua constituição.
Os soldados então conversam entre si, perguntando-se o porquê de ainda haverem pessoas acordadas ali. Está claro que aquilo era uma conspiração contra o reinado de Bianchi, sendo que os soldados estavam mancomunados. Os soldados, não querendo testemunhas, atacam aqueles que permaneceram de pé.
Halib e Amakir resolvem revidar o ataque e passam por maus bocados. Todos os guerreiros ali estavam em nível de combate igual e eram quatro de um lado contra dois do outro. Os guardas iniciam o ataque descarregando suas bestas e forçando os dois aventureiros a buscar abrigo. Solvelion, acertado por uma das bestas fica muito ferido, mas ainda assim busca forças para atacar um dos guardas. Halib, que inicialmente não fora acertado, segue para cima de outro guarda mais próximo dele, acertando-o com sua Espada Bastarda. No entanto, apesar da aparente vantagem inicial, os dois aventureiros são acertados novamente na segunda leva de golpes, sendo que Solvelion chega a ficar inconsciente por alguns instantes. Almur Halib luta solitário contra os quatro guardas, chega a derrubar dois, mas é muito ferido em combate e busca refúgio próximo ao trono, onde o rei estava ainda inconsciente. Então, quando os guardas se preparavam para o golpe de misericórdia, a porta de entrada do castelo se abre e um guerreiro entra vestindo uma armadura negra e uma grande espada larga na bainha. Ele se volta para os guardas e pergunta
Desconhecido: Vocês ainda não pegaram o artefato?
Guardas: Esses caras estão dando trabalho... eles não caíram no sono!
Desconhecido: Eu cuidarei deles...
O Guerreiro desconhecido gesticula com as mãos e sussurra algumas palavras irreconhecíveis. Chamas se materializam ao seu redor, formando aos poucos três bolas de fogo que pairam no ar por alguns segundos e são arremessadas velozmente contra Solvelion Amakir e Almur Halib.
As bolas de fogo estavam a poucos metros de seus alvos quando um escudo protetor é conjurado em frente dos aventureiros. Ao olhar para uma das portas internas, eles avistam uma linda jovem, mantendo a magia que salvou suas vidas. Mulher Desconhecida: Arceus, seu desgraçado!!! Saia daqui e deixe este reino em paz!”
Arceus: Agora é tarde, Kalina Iridian... tomarei o artefato hoje, onde quer que esteja escondido... destruirei todo este reino se for necessário!
Arceus lança diversas magias sobre Kalina, que rebate todas com muita dificuldade. Depois ela grita para os aventureiros:
Kalina: Ei vocês... peguem o cajado do rei e caiam fora daqui! Agora!
Os aventureiros amedrontados com aquela situação pegam o cajado e fogem por uma porta próxima ao trono do rei, saindo por um corredor e deixando a batalha acontecendo no salão de festas do castelo. Eles quebram uma janela de vitrais e saltam para o jardim do castelo, correndo para fora dos limites da cidade. Os aventureiros então param próximo ao muro e, pela primeira vez, trocam palavras um com o outro.
Almur: O que vamos fazer com esse cajado?
Solvelion: Sei lá... dá uma olhada nessa coisa... parece um artefato élfico... essas letras meio aviadadas... Acho que temos que procurar algum deles para ler isso pra gente ou dizer o que fazer.
Almur: Ah... meu nome é Almur Halib... sou um mercador e viajante e conheço alguns donos de navios arcanos no porto... vamos até lá ver se conseguimos algum pra nos levar.
Solvelion: Meu nome é Solvelion... sou um Ranger.
Almur: Que seja...
Os dois chegam ao porto e encontram um dono de um navio arcano, o humano Eronder Bugs, que estava no leme fumando um grande charuto e passando óleo em um batente. Ao ver Almur Halib, ele exclama.
Eronder: Já acabou a festinha, barbudo?
Almur: Já, seu baixote... e a gente precisa de carona... e tamo com um pouquinho de pressa!
Eronder: Pressa? Tu sempre tá com pressa! E dessa vez tu vai pagar?
Almur: Err... o meu amigo aqui paga!
Solvelion: O QUÊ??? Vai nessa!
Eronder: Prá onde vocês vão?
Solvelion: Reino Élfico mais próximo...
Eronder: Ih... vocês se meteram em enrascada! O reino Élfico mais próximo não tem uma localização muito exata. Posso jogar vocês bem próximo, mas só procurando em terra pra conseguir descobrir onde é. Além disso vocês vão ter que torcer pros elfos estarem de bom humor e acolherem vocês... soube que o Santuário Esmeralda não tem um povo muito aberto a estrangeiros!
Solvelion: E quanto vai ser a dívida?
Eronder: Como vocês vão ter que descer enquanto estivermos voando... vou dar um desconto... 10 peças de ouro.
Solvelion: Como assim descer enquanto estivermos voando?
Eronder: Não há clareiras nessa floresta... terão que descer por uma escada em corda.
Almur: Vamos nessa então!!!
Eronder: Nada disso... enquanto eu não receber, daqui não saio!
Almur: Paga, Solvelion!
Solvelion: Eu só pago a metade... vai logo tirando dinheiro da cueca pra pagar aê.
Almur: Droga... mão de vaca!
Eronder: E paga aquele que tu tá me devendo também... eu to devendo até hoje aquela budega que a gente bebeu...
Almur: A gente? Eu nem bebo!
Muito boa! So de ler ja imaginei como deve ter sido! Tive um ataque de risos quando li "essas letras meio aviadadas" Eu gostaria muito de jogar/mestrar uma aventura porem eu sou totalmente leigo nisso, nao sei de concreto..nos faziamos algo bem amador mesmo sem base nem livros e tals, queria saber se tem como ajudar '-'Muito boa! So de ler ja imaginei como deve ter sido! Tive um ataque de risos quando li "essas letras meio aviadadas" Eu gostaria muito de jogar/mestrar uma aventura porem eu sou totalmente leigo nisso, nao sei de concreto..nos faziamos algo bem amador mesmo sem base nem livros e tals, queria saber se tem como ajudar '-'
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