sábado, 12 de fevereiro de 2011

Dia de Jogo… Esperando Players!

Olá galera…

Hoje passei a manhã preparando a história que jogaremos daqui a pouco… quer dizer… talvez! Já passam das 16h aqui e até agora só tem um jogador de nossa mesa original! Estou aguardando (Im)pacientemente pelos players…

Enquanto isso, posto a seguir mais um capítulo da transcrição original da nossa Aventura: O Orbe da Discórdia. Em posts anteriores mostrei como a aventura iniciou-se em uma festa onde tramaram contra a vida do rei. E onde os aventureiros, numa brincadeira do destino, se viram unidos para tomar conta de um Orbe mágico que tem poderes ainda desconhecidos pelos nossos heróis!

Amanhã postarei mais duas páginas da HQ… e talvez alguns comentários de nossa sessão de hoje (espero!!!!). Até logo!

 

Capítulo II – Viagem para o Reino Élfico

Após o pagamento e todos a bordo, o navio arcano sobe pelos céus em direção ao reino élfico de Santuário Esmeralda. Após cerca de duas horas, Eronder avisa que eles estão sobrevoando a floresta dos elfos:

Eronder: Já estamos sobre a floresta... mas infelizmente por estas bandas não tem clareira para que eu possa aterrissar... Vocês terão que pular...

Almur/ Solvelion: TÁ BRINCANDO???

Eronder: Não... não to... e é melhor vocês pularem logo, ou vamos nos afastar mais do ponto mais próximo do reino... com sorte vocês acham um elfo por aí que possa ajudá-los a encontrar o reino!

Almur Halib e Solvelion Amakir, sem outra opção, saltam do Navio Arcano sobre uma árvore, na esperança de conseguirem se agarrar em algum galho. Com a velocidade do salto, muitos galhos finos chicoteiam os dois, deixando-os com o rosto e braços marcados. Enfim, conseguem segurar-se, evitando um tombo maior. Os dois, ainda recuperando-se do susto, descem da árvore.

Almur: Se eu soubesse que a viagem seria assim, nem tinha vindo... seria melhor vir a pé.

Solvelion: Pára de reclamar, seu velho chato... vamos nos preocupar em achar logo esse reino Élfico e dar no pé daqui.

Almur: Acho melhor conseguirmos arranjar um lugar para dormir. Estamos machucados e cansados de tudo o que houve essa noite...

Solvelion: É... você tá certo.

Os dois caminham por um pouco até achar uma clareira ideal para montar acampamento. Como ambos eram viajantes preparados, tinham em suas mochilas bons suprimentos, como sacos de dormir e pederneira e isqueiro para preparar o fogo. Após alguns minutos de preparativos, os dois caem no sono.

***

Ao amanhecer, Almur desperta de seu sono e, prontamente, sai pela floresta procurando o que comer. Ele caminha embrenhando-se na floresta cada vez mais fundo, buscando ampliar os sentidos para estar atento a qualquer ruído peculiar na mata. Ao atravessar um pequeno riacho e subir sobre o tronco de uma grande árvore, o aventureiro ouve em uma moita um farfalhar, preparando sua lança para atacar a presa. No entanto, os barulhos começaram a aumentar cada vez mais, deixando Almur Halib apreensivo quanto ao quê o atacaria.

Almur: Pelos deuses... vou correr daqui!

O guerreiro bate em retirada, buscando abrigo. Ao encontrar uma passagem em uma árvore gigantesca, ele salta sobre ela, adentrando em um enorme tobogã natural. Almur desce pelo escorregador, entrando por várias passagens, que levam por muitos caminhos. Ao que parece, aquela construção foi manipulada para levar por caminhos subterrâneos por vários níveis da floresta. Após alguns instantes descendo vertiginosamente, o guerreiro cai sobre uma montanha de lixo orgânico.

***

Solvelion desperta no acampamento e, após uma breve procura, observa que seu novo companheiro desapareceu. Imediatamente, o Ranger corre para seus mantimentos, revistando tudo. Por fim, suspira:

Solvelion: Ufa... ele não roubou nada... agora posso pensar em procurar aquele barbudo.

O rapaz pega suas armas e sai pela mata, procurando algum rastro que possa lhe indicar onde Almur Halib foi. Ele percorre as trilhas recém percorridas, na esperança de achar algum vestígio de que o guerreiro tenha passado por ela. Nos primeiros minutos de sua busca, o aventureiro encontra uma possível trilha que o guerreiro pudesse ter percorrido. Ele resolve retornar ao acampamento para pegar seus mantimentos e seguir em frente.

Mas ao chegar ao acampamento, Solvelion encontra tudo revirado. No chão, manchas de sangue atravessam por toda a extensão da clareira, mescladas com o rastro de algum felino gigantesco.

O ranger atravessa aquela cena grotesca em direção à sua mochila, pega suas coisas espalhadas pelo chão, tomando cuidado de separar o que está com sangue. Após enfiar o mais necessário, ele sai rapidamente do local, temendo que o que quer que tenha feito aquilo no acampamento retorne.

Tomado pelo medo, Solvelion decide ir atrás de um esconderijo seguro, encontrando uma caverna nas proximidades. Apesar do perigo que aquilo representava, ele adentra naquela caverna escura e desolada e senta-se imóvel em um canto, esperando. No entanto, algo no ar o faz recear pela sua vida e uma sensação de estar sendo observado se apodera de seu corpo. O medo o faz tremer e, da mesma forma rápida que entrou, Solvelion sai da caverna. Ele corre para onde havia encontrado o rastro de Halib e segue prontamente a trilha. Mas a sensação de que estava sendo seguido ainda persiste.

Seguindo a trilha, o Ranger observa que o rastro de sangue também continua por ali. Lutando contra seu medo, Solvelion Amakir continua seu caminho e, ouvindo barulhos a frente, se esconde por detrás de um grosso Carvalho. A sua frente, observa que um gigantesco leão se delicia com a carcaça de um cervo. Temendo por sua vida novamente, o aventureiro corre daquele local o mais rápido que pode.

Infelizmente, para seu azar, adiante o Ranger esbarra em um urso marrom. O grande animal levanta-se sobre duas patas e prepara-se para o confronto iminente. O Ranger, com lágrimas nos olhos diz:

Solvelion: Me ferrei...

***

Almur Halib percebe durante sua descida uma série de tubos que levavam a vários lugares. A quilo parecia algum tipo de construção feita por seres inteligentes, por isso, o guerreiro resolve retornar ao alto da árvore gigantesca e descer pelo tobogã novamente. Ele escala novamente as colinas até a árvore com a abertura e desliza novamente pelo tobogã. Ao chegar no fim, tomando caminhos diferentes daquele que tinha feito antes, ele sai por uma passagem e se depara com uma magnífica paisagem, formada de um campo florido onde há uma torre central e diversas passarelas que ligam à outras torres secundárias. Alguns Elfos passeavam pelo campo e, uma elfa próximo de Halib se assusta e começa a gritar e chorar em prantos. Halib tenta acalmá-la, dizendo:

Halib: Calma minha senhora, eu sou do bem... quero saber em que cidade estou...

A elfa, ainda suspirando, responde em uma língua indecifrável para Halib. Ela tinha longos cabelos loiros, olhos grandes azuis e usava roupas claras. Estava também coberta de adereços naturais como colares, cordões e pinturas corporais.

Halib: Do you speak english? Or parlare Italiano?

A elfa sinaliza para Halib segui-la com o braço e o leva para uma torre com uma escada circular. No seu pensamento, o guerreiro barbado estava com alguma doença estranha, por ter cabelos nascendo por todo o rosto... algum tipo de licantropia, necessitando de cuidados médicos. Ela o encaminha para a torre de cura

Halib pensa – essa mulher tem um peitão... é melhor segui-la.

Halib segue a elfa pela escada espiral. Como ela estava com um vestido curtinho, ele foi vendo tudo. A moça subiu os degraus da alta escada de madeira, entalhada com runas elficas, as quais Halib não reconhecia por serem runas perdidas de tempos remotos. Ela o encaminha por longas passarelas de madeira, até a parte leste da cidade, envolta em árvores. A construção parece fazer parte da natureza. Os dois chegam em um lugar que parece uma caverna encravada na árvore. Ela aponta para dentro e fala em élfico, mas Halib não entende.

Halib ainda tenta se comunicar com a elfa por meio de símbolos, mas não conseguindo, decide entrar na caverna. Ali, parado na porta da caverna, Halib vê um ser deitado em uma cama de folhas e cipós, parecida com uma rede. Um meio-elfo, vestido em trapos e com algumas bandagens, indicando que fora ferido em combate. Ele faz uma expressão agressiva, tenta levantar, mas não consegue. Por fim pergunta:

Desconhecido: Quem é você? – Byron pensa que aquele turbante usado por Halib o lembrava alguma coisa.

Halib olha atentamente o rapaz, acariciando a barba espessa.

Halib: Eu conheço você de algum lugar. Talvez de minhas viagens marítimas...

Desconhecido: Eu perguntei QUEM é você?

Halib: Os leigos me chamam por Halib. E você, moribundo?

Desconhecido: Não me lembro de nada antes de acordar nesta cidade estranha.

Halib: Então, a partir de hoje será chamado de Byron, que significa “aquele que geme” na minha língua... em decorrer de sua atual situação!

Byron: Não aceitarei essa denominação de um indivíduo de “pele escura”!!!

Halib: Faça como quiser... mas eu lhe chamarei de Byron...

Neste momento a elfa entra no recinto e fala alguma coisa em élfico, que não é entendido por Halib, mas o doente desconhecido entende.

Elfa: Você tem que levar esse cara daqui... está nos levando à falência... só come e dorme!

Halib: Sabe o que ela está falando, BYRON?

Byron: Ela pede que eu o acompanhe em suas viagens, para que, talvez, encontre a cura para minha amnésia...

Halib: Hmm... O que diabos eu ganho com isso?

Byron: Posso te ajudar a não morrer tão facilmente.

Halib: Hmmm... faz sentido!

Byron: Além disso, entendo uma língua que você desconhece!

Halib: É... você não é de um todo desprezível. Vou pernoitar nesta vila e amanhã partiremos, certo?

Byron: Ok.

3 comentários:

  1. Pow foi mal Thiago, eu dormi a tarde inteira! rsrs
    Vamo jogar nesse domingo, vou ficar onn de tarde esperando

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  2. Se tiver pelo menos dois, a gente pode a até jogar... Hoje ficou só o Renan... ficamos esperando vcs, mas ninguem deu as caras!

    Vou criar outra mesa de jogo pra dar espaço pros novatos. Vamos ver como fica!

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